Mais de 600 mulheres do Oeste catarinense e Noroeste gaúcho prestigiaram, no dia 23 último, o primeiro encontro do Programa Ação Mulher, em Sarandi-RS. Criado com o objetivo de desenvolver o empreendedorismo, educação financeira, comunicação e liderança, o Programa foi idealizado por meio do Comitê Mulher, formado por coordenadoras de núcleo, gerentes, diretora e colaboradoras da Sicredi Região da Produção RS/SC/MG.
Foto: Divulgação.
As participantes são associadas da cooperativa que apresentam engajamento e vontade de desbravar as amplas possibilidades que o empreendedorismo oferece, permitindo que a mulher se fortaleça, cresça e se destaque cada vez mais no mercado. Os temas abordados exploram aspectos que levam em conta desde a vida pessoal até como criar e gerir seu negócio de forma eficaz e que traga satisfação.
A diretora de operações, Catiane Menin, enfatiza que o sentimento é de gratidão e orgulho por receber um grande número de associadas no Programa Ação Mulher. "Esse é um projeto que foi pensado com muito carinho para todas, porque nós sabemos o quanto a mulher faz a diferença no dia a dia. É um momento histórico para a nossa cooperativa e nós estamos imensamente gratos, pois sabemos que cada uma traz algo de diferente dentro de si, seja um propósito de vida ou um sonho. Esse Programa veio para ajudar as mulheres a concretizarem esse desejo e contribuir com a comunidade".
Para o presidente da Sicredi Região da Produção RS/SC/MG, Saul João Rovadoscki, o Programa Ação Mulher formará mulheres empreendedoras, seja no negócio, em casa ou na cooperativa como promotoras do cooperativismo e, portanto, serão agentes de transformação na sociedade. Também afirma que a Sicredi quer formar novas lideranças para que haja cada vez mais mulheres como protagonistas atuando nos Conselhos da cooperativa.
"Estamos passando por um momento de muitas mudanças dentro da Sicredi e por isso é importante para nossa evolução, sem esquecer das nossas raízes, que surgiram há mais de 200 anos, mas que seguem como um princípio moderno de cooperação e ajuda mútua. Nesse sentido, acreditamos que a força das mulheres, somada ao desejo de cooperar, contribuirá muito para o desenvolvimento da sociedade", realça Rovadoscki.
A integrante do Comitê Mulher, Solange Oro, falou como porta-voz do grupo e explica que já é perceptível a intenção para a qual elas estão reunidas e destaca o sentimento de orgulho em fazer parte desta ação dentro da cooperativa. "O nosso convite às associadas foi focado na oportunidade, e elas aceitaram este desafio. Ouso dizer que esta será uma pequena revolução para desenvolver nossos potenciais e enxergar o empreendedorismo de uma outra forma".
O coach Marcos Schwingel foi o responsável pelas atividades deste primeiro encontro, no qual ele abordou o tema "Empreendedor de mim". Para incentivar a coletividade e interação, Schwingel convidou as mulheres para que juntas colorissem um banner com a imagem referente ao Programa Ação Mulher. Em outra dinâmica as participantes escreveram seus sonhos e o que esperam sobre suas vidas em um papel. Após concluírem, todos os papéis com os sonhos e metas das associadas foram guardados dentro de uma cápsula do tempo, que só será aberta ao final desta edição do Ação Mulher. Também foram entregues 60 atividades diárias as quais recomendou-se que as participantes cumprissem uma ao dia, no intuito de que se mantenham firmes e focadas nos propósitos, sejam quais forem.
Há mais de 10 anos atuando no ramo financeiro, a associada Maysa Moro buscou uma alternativa de trabalho que trouxesse algo além do dinheiro e fosse capaz de mudar a sua história. Neste propósito, há aproximadamente cinco meses ingressou na carreira como coaching financeira, que trabalha aspectos que vão desde o autoconhecimento, educação financeira, identificar qual o propósito de vida até a viabilização de um sonho. "Gostei muito do convite para participar do Programa Ação Mulher, pois ele vai ao encontro do meu trabalho e com o que eu quero proporcionar para as pessoas. Essa é uma oportunidade de crescimento profissional e pessoal. Minha expectativa é chegar ao fim do Programa me sentindo mais confiante e poderosa", realça.
As próximas etapas do Programa Ação Mulher ocorrem de 21 a 23 de agosto e a conclusão será em Sarandi-RS, em outubro.
Escritório da Matchbox: startup divulgou 1.000 vagas de trainee no último ano (Matchbox/Divulgação)
Mesmo com 13 milhões de desempregados no país, as empresas continuam disputando os profissionais mais talentosos em áreas com escassez de mão-de-obra qualificada — e a startup de recursos humanos Matchbox cresceu com base nessa demanda.
O negócio, criado há dois anos, atende empresas como Ambev, Avon, Boticário e Red Bull com processos seletivos mais eficientes e com a construção do marketing de relacionamento com candidatos e potenciais candidatos.
“Especialmente em áreas com profissionais escassos, como a de tecnologia, os talentos já estão empregados e é preciso chamar a atenção deles. A companhia já deve ter uma relação com eles quando eles perderem o emprego ou procurarem oportunidades”, afirma o fundador da Matchbox, Kleber Piedade.
A Matchbox anunciou um novo aporte de um milhão de reais para expandir suas soluções e ampliar o número de companhias e funcionários atendidos. Em 2019, espera crescer seu faturamento em mais de 60%, para 4,5 milhões de reais.
Contratações ruins — e uma ideia de negócio
Piedade trabalhou em multinacionais e percebeu como as contratações e o relacionamento entre companhias e candidatos podem ser ineficientes.
Kleber Piedade, fundador e CEO da Matchbox
Kleber Piedade, fundador e CEO da Matchbox (Matchbox/Divulgação)
As empresas recebem diversos perfis inadequados para as vagas abertas e o processo de contratação leva 40 dias em média no Brasil, de acordo com um estudo do portal de recrutamento Glassdoor, com muito trabalho operacional. O custo de uma contratação errada pode ir de seis a nove salários do funcionáriomal escolhido, de acordo com a Society for Human Resource Management.
Segundo o estudo Liga Insights HR Techs, o Brasil possui 122 startups que atuam na área de recursos humanos. — de avaliação de performance até de recrutamento de temporários e freelancers. Na pesquisa Harvey Nash HR Survey, de 2017, seis a cada dez empresas consideram que automatizar processos de recursos humanos é uma prioridade no planejamento.
Para mudar o relacionamento entre empresas e talentos, Piedade lançou em junho de 2017 a Matchbox. Pelo site, multinacionais como Ambev, Avon, Bayer, Boticário, Energise, Localiza, Locaweb, Kraft Heinz e Red Bull podem fazer marketing de recrutamento ou criar processos seletivos.
No marketing de recrutamento, a Matchbox estuda o perfil de funcionário que a empresa precisa recrutar e como melhor atraí-lo. Assim como em um funil de vendas digitais, a startup cria conteúdos adequados a cada talento (como posts em redes sociais e em blogs corporativos) e obtém seus contatos. O objetivo é construir uma base de potenciais funcionários engajados com a marca empregadora.
Esses usuários poderão, depois, tornarem-se os melhores candidatos do processo seletivo pela Matchbox. O potencial funcionário entra no site e conversa com um chatbot dotado de inteligência artificial. O robô, chamado Vicky, ajuda a fazer a inscrição no processo seletivo em quatro minutos. Tradicionalmente, tal processo pede grande quantidade de informações e cada candidato leva de 30 a 40 minutos para preencher os formulários, de acordo com estimativas da Matchbox.
No lugar de testes que pedem a autopercepção dos candidatos, a startup criou um jogo em que o usuário deve tomar decisões em tempo real, sozinho ou em grupo. Com base em seu desempenho, a MatchBox avalia se cada um dos participantes possui as competências buscadas pela empresa contratante e manda relatórios comportamentais para ambas as partes usando o Watson, plataforma de computação cognitiva criada pela gigante IBM. O algoritmo interpreta a forma como o candidato se comporta no game, parametrizando por empresa – há quem queira um empregado mais agressivo ou um mais diplomático, por exemplo.
O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de transporte e armazenagem cresceu 2,2% em 2018, chegando a R$ 256,08 bilhões. O índice é o dobro do crescimento do PIB total da economia, que avançou 1,1% no ano passado, atingindo R$ 6,83 trilhões, segundo dados do Boletim Economia em Foco, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). As deficiências do setor começam a ser supridas por modelos com base tecnológica, startups que oferecem soluções para lidar com problemas que envolvem desde altos custos, armazenagem, até falta de transparência no processo de entregas.
Apesar do movimento de inovação ser grande, os gargalos da logística ainda geram perdas no setor, devido à problemas como a infraestrutura rodoviária, segurança, alta taxa de tributação, falta de cuidados durante o transporte, dificuldade de transportar produtos com medidas maiores que as padrões e até, a sazonalidade das próprias empresas, que gera complicações corriqueiras como o atraso das entregas. Nesse cenário, esferas com falhas usuais na logística recebem novas iniciativas, que modernizam os modelos antigos, geram mais qualidade à todas às etapas do processo de entrega e impulsionam o setor à necessária adaptação à era tecnológica.
A Movetogo - plataforma de serviços de coleta e entrega - é uma das empresas que está contribuindo para essa mudança no setor. A empresa atua em 88 cidades brasileiras e também de São Paulo e Grande São Paulo para São Paulo e Grande São Paulo que vem para ser uma opção para quem precisa contratar um transporte com segurança substituindo o tradicional “carreto”. Conta com uma proposta diferenciada de entrega de produtos com medidas e pesos não convencionais, além de contar com um modelo de contratação totalmente online, com processo de acompanhamento da entrega em tempo real, além de pesagem e aferição das medidas do produto no local da retirada. “Investimos em tecnologia e outras soluções, com o objetivo de tornar a entrega mais transparente e reduzir as despesas dos contratantes”, conta Cláudio Alvadjian, CEO e founder da empresa.
O presidente Movetogo esclarece que para uma boa gestão de logística na era tecnológica, é necessário que as empresas realizem um planejamento direcionado à otimização do processo de entrega e cumpram os prazos do consumidor milleniun. “Em nosso modelo de negócio, todas as informações são abertas ao cliente, e na própria plataforma é possível acompanhar o valor e o prazo de entrega em tempo real e escolher o período de coleta manhã ou à tarde em São Paulo e Grande São Paulo, com o intuito de não gerar uma experiência negativa para ao consumidor”, diz Alvadjian.
As expectativas para o setor logístico em 2019 são positivas, pois as projeções para a expansão do PIB são de 2,5%, segundo os dados da CNT. De acordo com o presidente da Movetogo, entender a relevância da tecnologia na gestão dos procedimentos é vital para a sobrevivência de empresas que mantêm o modelo logístico comum. “Ficar atento às movimentações no segmento, como o crescimento dos marketplaces, e desenvolver soluções específicas para as necessidades dele é essencial”, comenta Alvadjian. Para se ter ideia da dimensão desse mercado, somente neste ano, o Mercado Livre anunciou um investimento de R$ 3 bilhões dedicados às suas operações no Brasil, a fim de incrementar a área logística e acelerar a velocidade de entregas das mercadorias.
A Movetogo presta serviços tanto para o consumidor final, quanto para empresas. Segundo Alvadjian, com o crescimento do mercado de marketplaces como OLX e Mercado Livre, a expectativa é que nos próximos 12 meses, o volume de entregas para pessoas físicas represente 22% das contratações da startup. Já os serviços para pessoas jurídicas devem alcançar 38% das solicitações na plataforma. A empresa também investe na segurança dos produtos transportados, a fim de assegurar as mercadorias em até R$ 35 mil por nota fiscal, pela Porto Seguro.
Você pode ser uma das milhões de pessoas cujo grande sonho é empreender usando a internet como principal meio. Se você é uma delas, este post é para você!
Empreender ainda é um grande desafio em nosso país, mas a boa notícia é que hoje existem disponíveis várias ferramentas para auxiliar e tornar esta caminhada menos difícil (e barata) do que há alguns anos.
Hoje usando pouco, ou as vezes nenhum dinheiro, é possível utilizar plataformas que permitem que sites seja criados do zero e que, posteriormente, fornecem suporte também de forma gratuita para dar maior visibilidade ao seu negócio online.
E uma das opções mais completas disponíveis hoje no mercado é a Wix, uma plataforma completa, que oferece opções para você criar um negócio online, aumentar suas vendas, melhorar o relacionamento com os clientes etc. Vamos comentar abaixo algumas funcionalidades que a Wix oferece, para te ajudar a escolher a melhor opção para o seu negócio, acompanhe:
WIX Stores:
O medo de iniciar um negócio online, por pensar que montar uma loja virtual é apenas para experts da área é algo muito citado por aspirantes do empreendedorismo digital. O que muitos deles podem não saber é que as facilidades da tecnologia atual tornaram o sonho de montar seu próprio negócio e vender produtos online cada vez mais acessível para aqueles que almejam empreender usando a internet.
A WIX Store, por exemplo, possui um guia de recursos disponíveis para criar e gerenciar sua loja virtual literalmente do zero, passo a passo e de forma intuitiva.
Imagine poder vender um número ilimitado de produtos (sejam eles físicos ou digitais), contar com os mais diversos tipos de pagamento (Paypal, cartão de crédito, boleto e outros), acompanhar as vendas através de um gerenciador completo e tudo isso com 100% de vendas livres de pagamento de comissões para a plataforma.
É realmente uma ferramenta que facilita muito a vida de quem está há tempos adiando dar vida a um projeto por achar que estas etapas são muito complexas e burocráticas.
Wix SEO Wiz
Se você já está ha alguns passos a frente e já é um empreendedor digital que possui seu próprio site de vendas, saiba que a WIX também oferece uma ferramenta indispensável para alavancar seu negócio através da otimização do SEO do seu site.
O SEO (Search Engine Optimization), também conhecido como otimização de sites, é um conjunto de técnicas que visam colocar as páginas de um site em posições de destaque nas páginas de resposta dos grandes buscadores como Google, Bing e Yahoo.
Nesta solução, você entra com as informações que só você possui e a plataforma do Wix entra com a análise do seu site para definir se ele foi otimizado da melhor forma para os motores de busca. No final, é criado um plano de trabalho com metas para você cumprir e melhorar seu posicionamento nos resultados de busca.
Wix ShoutOut
Uma vez que você já criou seu site de vendas e já alavancou sua visibilidade nas páginas de pesquisas é hora de melhorar e estreitar o relacionamento com os clientes.
A internet é uma plataforma de comunicação em massa que cresce e se populariza a cada dia. Atualmente muitas pessoas preferem fazer tudo online, inclusive compras. Logo, não é preciso sair de casa para aproveitar uma promoção, basta ver uma boa oferta para demonstrar interesse.
O e-mail marketing é um dos melhores meios de atingir este cliente. A conectividade do mundo atual faz com que as pessoas chequem constantemente suas caixas de e-mail, uma vez que o e-mail pode ser recebido e visualizado em qualquer horário. Outra vantagem é que o acesso pode ser feito tanto em computadores (até na hora do trabalho), quanto no smartphone ou tablet (na hora do lazer). Por isso, é importante investir em uma plataforma que faça este gerenciamento em seu negócio.
A WIX ShoutOut é uma ferramenta de e-mail marketing muito utilizada, que permite criar, enviar e compartilhar e-mails da sua empresa a partir do seu computador ou telefone – e de onde estiver. Com ela, você envia e-mails para todos os seus contatos com facilidade e em alguns cliques compartilha as boas novas nas redes sociais.
Você conta com templates especiais e estilos customizáveis, para dar a sua cara às newsletters que envia para seus clientes. É possível também acompanhar os resultados das suas campanhas de e-mail com estatísticas simples e acessíveis, como número de visualizações, cliques e outras funcionalidades.
Espero que tenhamos ajudado àqueles que buscam aprender como criar uma loja virtualpara colocar seus planos em prática, por acreditarem que isso só será possível através de um investimento alto em plataformas de criação e controle como citamos acima. Embora empreender digitalmente (ou não) possa ser um caminho árduo, o avanço da tecnologia ajuda e muito a diminuir o trabalho e custo de tornar o sonho de empreender em realidade.
A automatização está cada vez mais presente em shoppings, sempre com o intuito de oferecer mais comodidade e eficiência em serviços simples
Referências quando o assunto é varejo, os shoppings centers precisam, sempre, se atualizar. Os empreendimentos comerciais deste segmento devem estar atentos a tudo que envolve tecnologia, consumo, comportamento e mercado para atrair, cativar e fidelizar seu público. O objetivo deve ser, sem exceção alguma, os clientes. As demais pontas serão impactadas a partir do momento que os consumidores se sentirem representados com as novidades e inovações.
A automatização está cada vez mais presente em shoppings, sempre com o intuito de oferecer mais comodidade e eficiência em serviços simples, como o pagamento do estacionamento, por exemplo. Os clientes, porém, já querem mais do que isso. Facilitar a vida deles é meio que um dever do empreendimento. Chegou a hora de pensar além.
É preciso pensar, também, no propósito das tecnologias utilizadas. Robôs, touchscreen e realidade virtual de nada adiantam se não criarem uma experiência interessante e marcante para o público. Experiência, por sinal, é a palavra de ordem para entender o que os shoppings precisam para se reinventar. Esse é o conceito que permitirá aos gigantes empreendimentos do varejo seguirem fortes ante o comércio online, de rápida expansão há anos.
Algumas ações surgem, timidamente, no Brasil. Aliando a criatividade à tecnologia, é possível, por exemplo, gerar descontos para o consumidor final por meio de QR codes após outras compras. O incentivo incrementa o consumo e traz um preço menor, o que favorece lojistas e consumidores. Além disso, também já é possível simular ambientes e situações para verificar qual tênis se encaixa melhor ao seu estilo de corrida, por exemplo.
Por isso, quem pensa que o varejo online veio para acabar com os shoppings centers e mesmo o varejo tradicional não poderia estar mais enganado. O público está ávido por experiências novas. Toques, visões, odores, sensações, novidades, sensações. Na internet, isso é bastante limitado. Além disso, a questão não é apenas facilitar a compra, mas dar ao consumidor a oportunidade de sentir que está investindo seu dinheiro em um bem que o trará uma experiência agradável. Mais do que isso: ter a certeza que ele sabe, claramente, usar seu novo produto. E que irá indicar o que adquiriu.
No amplo leque da jornada dos consumidores, os shoppings centers acabam saindo na frente, principalmente pela capacidade de reunir em um mesmo ambiente várias destas possibilidades de experiências e sensações. Tirar proveito da tecnologia e da inovação para proporcionar algo além da compra de um produto é a grande cereja do bolo do momento. O futuro está a nossa espera.
Thiago Monsores — CEO da Umclub, aplicativo que é uma solução completa para shoppings centers: em módulos, é possível ter acesso a serviços de crédito, programas de fidelização, meios de pagamentos, marketplace, big data, entre outros. Foi eleito, em 2015, pela revista Forbes, um dos 30 brasileiros mais influentes do Brasil com menos de 30 anos.
Quer conhecer as tendências de empreendedorismo para 2019?
Essa é uma excelente ideia para quem pretende criar uma empresa ou adaptar seu negócio a uma nova realidade.
A verdade é que o ano de 2018 confirmou e reforçou um período de disrupção tecnológica que exige um olhar atento de todos os empreendedores.
Ao mesmo tempo, essas tendências de mercado oferecem oportunidades valiosas para quem sabe enxergar e analisar o que deu certo neste ano e o que se mostra promissor no curto, médio e longo prazos.
Neste artigo, você vai tirar suas dúvidas sobre os seguintes tópicos:
Como captar as grandes oportunidades do mercado?
Quais são as principais tendências de empreendedorismo para 2019?
O que é a disrupção tecnológica (e por que é tão importante)?
O que a era de conexão total significa para o empreendedor?
Ficou interessado? Então, siga a leitura.
Como se Identificam as Tendências de Mercado e Empreendedorismo?
Para isso, é preciso olhar não apenas para o tipo de produto e serviço que está em alta demanda, mas também para as perspectivas futuras.
Identificar as principais tendências do mercado e do empreendedorismo é essencial para se diferenciar da concorrência já estabelecida e para criar diferenciais competitivos em novos negócios.
Para isso, é preciso olhar não apenas para o tipo de produto e serviço que está em alta demanda, mas também para as perspectivas futuras.
Vamos entender melhor?
Como explica o dicionário Priberam, tendência significa “ação ou força pela qual o corpo tende a se mover para alguma parte”.
Isso quer dizer que o termo se refere a quanto uma determinada situação está propensa a acontecer, e não a uma transformação inevitável.
No mundo dos negócios, uma tendência de mercado é uma corrente seguida por um amplo número de pessoas ou empresas com objetivos semelhantes, geralmente associados à rentabilidade daquele tipo de produto ou serviço.
Essas “apostas” são influenciadas por diversos fatores, como o desenvolvimento do mercado, hábitos e costumes do consumidor e avanços tecnológicos.
E as empresas do setor, é claro, precisam se adaptar – ou enxergar, de longe, novos concorrentes abocanharem fatias importantes de sua clientela.
Então, como elas identificam essas tendências de empreendedorismo e mercado?.
Um método muito conhecido são as pesquisas.
Elas podem ser realizadas por meio de diferentes processos, como os questionários online, grupos focais e etnografia (análise de dados com foco em determinados grupos) .
Essas avaliações podem ser realizadas pela própria empresa, terceirizadas ou captadas por meio de estudos gratuitos e públicos.
Além disso, observar a atuação de grandes players, verificar o comportamento das empresas e avaliar ações concorrentes são medidas interessantes para descobrir informações de alta valia.
Depois de identificadas, as tendências atraem os olhares de diversos empreendedores que querem abrir novos negócios ou adaptar sua empresa com essas perspectivas.
Afinal, como Ray Kroc, antigo dono do McDonald’s e um dos responsáveis pelo crescimento do negócio, disse certa vez:
“Para ter sucesso, você precisa ser ousado, ser o primeiro e ser diferente”.
Top 10 Tendências de Empreendedorismo para 2019
Aproveite esta lista com as 10 maiores tendências de empreendedorismo para o ano que se aproxima.
O ano de 2018 ficou marcado pela alta em alguns tópicos do ambiente corporativo, como os serviços de cashback e o crowdfunding.
Como o mercado é flutuante, algumas tendências permanecem para o ano seguinte, outras se modificam e há aquelas que acabam desaparecendo ou sendo substituídas.
Em 2019, certamente novas ideias vão surgir e, se você quer saber quais são as principais delas, fique de olho nas linhas a seguir.
Abaixo, você encontra uma lista com as 10 maiores tendências de empreendedorismo para o ano que se aproxima.
1. Software as a Service – Software como Serviço
Reconhecidos pela sigla SaaS, essa é uma tendência que surgiu com muita força nos últimos anos e deve se estabelecer ainda mais como um forte nicho de mercado em 2019.
Resumidamente, trata-se da comercialização de softwares acoplado aos serviços oferecidos por uma empresa.
Isso inclui toda a estrutura necessária para a perfeita utilização do programa, como a segurança dos dados, servidores e atualizações.
Normalmente, esse sistema se baseia no formato de assinaturas e exige a conexão com a internet para implementação da aplicação e comunicação entre clientes e prestadores de serviços.
Um exemplo muito famoso é a própria fundadora da indústria, a Salesforce, que oferece, como principal produto, uma plataforma de CRM.
Fornecedora de grandes empresas ao redor do globo, alcançou grande sucesso ao implementar a cultura do customer success em seu processo de vendas.
Essa é, inclusive, a grande jogada nesse mercado para o ano seguinte: o foco no cliente.
E existem diversas outras possibilidades para investimentos no setor, como a automação de processos, aplicativos para dispositivos móveis e desenvolvimento de novos modelos de negócios.
2. Mercado da Experiência Única ao Usuário – Economia de Experiência
Embora tenha sido criado há quase 20 anos, o conceito da Economia da Experiência atrai ainda mais interesse nos dias atuais.
Segundo os especialistas em mercado da Universidade de Harvard Joseph Pine e James Gilmore, em artigo na Harvard Business Review, a grande prioridade das empresas deve ser a promoção e venda de experiências únicas e memoráveis.
Um exemplo citado por muitos professores de especialização em negócios é o da Coca-Cola.
Quando uma pessoa compra o produto, há um valor intangível agregado.
O líquido contido dentro da lata é importante, assim como seu sabor.
Mas a associação a bons momentos, desenvolvida ao longo dos anos, também faz parte da compra do cliente.
Por muitos anos, a empresa investiu nessa percepção, incorporando ao consumo ideias como prazer, prática de esportes, reuniões familiares, entre outras.
No meio digital, esse paradigma sofreu algumas mudanças.
A área de Experiência do Usuário (UX) tem o objetivo de proporcionar uma boa experiência para o usuário quando ele entra em contato com algum canal ou material relacionado à marca.
Nessa preocupação, entram sites, blogs, aplicativos móveis, ferramentas e atendimento ao consumidor.
E, é claro, cuidados com navegabilidade, usabilidade, funcionalidade e acessibilidade são primordiais.
Nesse cenário, fazer com que o internauta sinta-se à vontade, navegue com objetividade e não encontre “bugs” pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso de um negócio.
3. Aplicativos e Tecnologia Disruptiva
Tratamos de quebra de padrões.
Disrupção poderia ser classificado como o ato de romper uma cadeia.
Quando falamos sobre a tecnologia disruptiva, tratamos de quebra de padrões.
No ambiente de constante melhoramento tecnológico como o atual, é muito comum que pensemos que a progressão linear é o único caminho a ser seguido.
Mas transformar e modificar completamente os modelos de negócio, em um movimento que não segue a melhoria gradual, parece ser a tendência do momento.
Esse conceito é muito popular em cenários de inovação, principalmente no Vale do Silício.
Não é à toa que diversas startups que quebram modelos tradicionais surgem no local.
Inclusive, você provavelmente já adequou à sua rotina diversas tecnologias disruptivas.
E aqui estamos falando de Netflix e Spotify.
Antigamente, o mercado do entretenimento seguia parâmetros completamente distintos, até que essas empresas chegaram para mudar o segmento.
O mesmo aconteceu com a Uber no setor de transporte, a Nubank no ramo financeiro e a Airbnb na hotelaria.
Nesse caso, a curva de evolução não é gradual, e o ineditismo fez a diferença.
Nesse sentido, a adaptação a esse novo modelo é muito importante.
Ferramentas que facilitam a comunicação à distância, por exemplo, precisam ser exploradas.
No mesmo nível de importância, encontram-se as plataformas que avaliam o trabalho não pelo tempo, mas pela produção e alcance de metas de performance.
Muito disso atribui-se ao fato de que os millennials, geração que participa ativamente da revolução digital, está chegando a cargos mais relevantes na hierarquia de trabalho.
O mesmo estudo ainda revela que o home office melhora a produtividade, qualidade de vida e diminui os custos do profissional.
5. Mercado de Marketing Interativo
O marketing interativo não se foca apenas na aquisição de clientes.
Outra tendência em franca expansão é o mercado de marketing interativo.
Esse sistema funciona de maneira algorítmica.
Ou seja, recolhe dados para aperfeiçoamento da própria estratégia.
Explicando de forma mais clara, essa ação de marketing visa a interagir com as pessoas e, diante das respostas adquiridas, formular novas ações e interações, de maneira cíclica.
Nesse caso, podemos estabelecer uma conexão infalível entre as ações de marketing e o relacionamento com o cliente, que também é beneficiado pela adequação às suas preferências.
O marketing interativo não se foca apenas na aquisição de clientes, mas também no desenvolvimento da chamada lealdade da marca.
Ou seja, é mais valioso e barato que um mesmo cliente compre vários produtos (já que concedeu a permissão para recolhimento de dados) do que captar novos consumidores.
Baseando-se nas informações recolhidas, o negócio deve adaptar-se às novas expectativas dos consumidores e realizar modificações no produto ao serviço para melhor atender àqueles que já são clientes.
6. A Internet das Coisas – “Internet of Things – IoT”
O conceito de internet das coisas é bem fácil de compreender: basicamente, trata-se da inserção da web em todos os objetos que nos rodeiam no cotidiano.
O que não falta na atualidade são iniciativas voltadas para o aumento do alcance da internet no mundo.
E, a julgar pelo desempenho dos dois em seus campos de atuação, terão sucesso nessa empreitada.
Hoje a internet já está presente na vida de 54,4% das pessoas, um número impressionante se considerarmos que há dez anos só atingia 17,2% da população.
O termo que se popularizou em inglês, Internet of Things (ou somente IoT), estabelece uma nova realidade para as conexões entre objetos que se conectam e se comunicam.
Pense bem: há pouco tempo você consideraria impossível a computação na nuvem, por exemplo.
Atualmente, já é possível tirar uma foto no celular que irá diretamente para o seu computador e ainda ficará armazenada, para sempre, em um sistema seguro, confiável, online e gratuito.
E até transferir dinheiro entre duas contas com a simples aproximação de dispositivos móveis.
Mas, é claro, a internet das coisas vai muito além disso.
O mesmo celular que tira foto, transmite para a nuvem e ainda paga contas também pode desligar as luzes da casa, programar o ar-condicionado, controlar a televisão, fazer compras online quando a geladeira alertar para a falta de frios…
E muito, muito mais.
Dispositivos vestíveis como smartwatches e óculos, videogames, eletrodomésticos, móveis, veículos e até mesmo construções já são conectados por meio da internet.
7. Serviços de Automação
Processos automatizados geram economia de tempo e recursos, elevando a um novo patamar a produtividade das empresas.
Não há dúvida de que a automação de processos se tornou um dos principais objetos de estudo de grandes empresas de tecnologia ao redor do mundo.
Apesar da preocupação da substituição da mão de obra humana em todos os setores, os cientistas contemporâneos defendem a tese de adaptação dos empregos tradicionais para novas atividades do mercado.
Processos automatizados geram economia de tempo e recursos, elevando a um novo patamar a produtividade das empresas.
No marketing, por exemplo, já são muitas as ferramentas utilizadas.
Chatbots estabelecem comunicação com clientes, plataformas enviam listas de e-mail, aplicativos criam relatórios para análise de dados.
Mas, é claro, a automação pode ser utilizada em qualquer nicho de mercado.
Essa tendência deve se tornar ainda mais forte nos próximos anos, já que ainda há muito trabalho operacional que pode ser acelerado.
8. Mercado de Segurança Digital
Mais uma vertente em crescimento que deve se expandir em 2019 é o mercado de segurança digital.
Ele entrou em vigor em 2018, e há uma enorme preocupação de diversas empresas para adaptação ao novo sistema.
Mesmo aquelas que não se localizam no território europeu podem ser prejudicadas caso recolham dados dos usuários residentes no continente.
Com as novas regras, é necessário prestar contas às instituições responsáveis.
Isso não apenas cria novos cargos, funções e equipes, mas impulsiona todas as atividades relacionadas.
9. Eventos ao Vivo
Tendência desde 2017, os eventos ao vivo devem se firmar como uma das maiores fontes de tráfego e consumo de dados em 2019.
Depois de passar por um período de adaptação e aceitação dos usuários, firma-se de vez como um modelo de conteúdo que veio para ficar.
Não é à toa que as transmissões ao vivo ganharam muito espaço em plataformas sociais de grande impacto, como o Facebook e o Instagram.
Nesse cenário, crescem também outros eventos digitais de streaming, como as transmissões por meio do YouTube e Periscope, webinars e palestras.
Outro setor que também apresenta bons resultados com a utilização desse formato são os games, com aplicativos como Twitch, Hitbox e Azubu.
10. Realidade Virtual
Ao analisar as possibilidades de negócios, é importante pensar em todos os setores da economia que podem se beneficiar da realidade virtual.
Não há como negar que a Realidade Virtual (IR) terá uma participação muito mais ativa no ano de 2019.
O desenvolvimento das tecnologias facilitou o acesso aos recursos de imersão.
São diversos sistemas operacionais em expansão que chegam ao lar de cada vez mais consumidores dia após dia.
É claro que, por se tratar de um sistema de interação contínua e cada vez mais semelhante à realidade, prevê-se que rapidamente se tornará um utensílio muito comum.
As televisões, óculos e outros aparelhos eletrônicos já se preparam para receber as inovações.
Trata-se de uma área, portanto, que fervilha com novas propostas e startups.
Ao analisar as possibilidades de negócios, é importante pensar em todos os setores da economia que podem se beneficiar da realidade virtual.
Atenção: o investimento aqui pode não ser de curto prazo, já que a adoção da tecnologia ainda engatinha.
Conclusão
Lembre-se de que a evolução tecnológica representa perdas apenas para quem não se encontra na vanguarda da inovação.
Neste artigo, você entrou em contato com as principais tendências que vão transformar o cenário do empreendedorismo no Brasil e no mundo.
Mais do que se fixar em uma ou outra ideia da lista, você deve abrir os olhos para uma visão mais ampla, que compreende uma realidade de conexão total, inteligência artificial e trabalho cada vez menos operacional e mais estratégico.
Por isso, se o seu negócio ainda se apoia em uma plataforma de sustentação baseada em esforços manuais, que podem ser acelerados pelo poder computacional, é hora de buscar alternativas.
Lembre-se de que a evolução tecnológica representa perdas apenas para quem não se encontra na vanguarda da inovação.
Se você estiver no pelotão da frente, vai passar voando pelas tendências de 2019 e decolar nos próximos anos.
Empreendedores podem se registrar no programa de 11 de março até 8 de abril
As inscrições para o StartOut Brasil ciclo Toronto (Canadá) estão abertas. Os interessados terão até o dia 8 de abril de 2019 para se inscrever no programa de internacionalização. Serão selecionadas 15 startups brasileiras que nunca participaram ou fizeram de apenas um ciclo do programa e até cinco startups classificadas como graduadas, ou seja, aquelas que participaram de dois ou mais ciclos do StartOut Brasil. A missão acontecerá de 23 a 28 de junho de 2019. “O grande diferencial do StartOut é que as startups são acompanhadas por 18 meses, desde a preparação para internacionalização até a geração de negócios no país de destino”, reforça o gerente de inovação do Sebrae, Célio Cabral.
As inscrições serão realizadas pelo o site do StartOut Brasil e o resultado será divulgado no dia 7 de maio de 2019. O programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando, preferencialmente, acima de R$ 500 mil ou que tenham recebido algum tipo de investimento. É importante que as empresas tenham uma equipe 100% dedicada ao negócio, fluência em inglês e que demonstrem capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no país.
As empresas aprovadas e selecionadas para o Ciclo Toronto passarão por um processo de preparação para a missão, que terá duração de um a dois meses e que incluirá as seguintes atividades: Webinar de boas-vindas com a equipe de realizadores do programa e especialistas convidados; acesso à trilha para internacionalização de startups na plataforma “Passaporte para o Mundo” da Apex-Brasil; workshop presencial Warm-up. As 15 startups selecionadas da ampla concorrência contarão ainda com: Sessões de consultoria com especialistas em expansão internacional; interação com mentores com experiência no mercado canadense; sessões de treinamento de pitch online; e sessões de consultoria após o retorno da missão para suporte e orientação com relação aos próximos passos.
Durante a missão, os empreendedores terão uma agenda intensa com treinamento de pitch internacional, prospecção de clientes, parceiros e investidores e à conexão a ambientes de inovação, acesso a workshops com prestadores de serviços; reuniões com potenciais parceiros de negócios; e visitas de imersão ao ecossistema de inovação em Toronto.
O StartOut Brasil é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores (MRE), Sebrae, Apex-Brasil e Anprotec.