quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Edital de Inovação do Senai financia mais projetos industriais neste ano

Aberto durante todo o ano, o Edital de Inovação da Indústria, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), oferece até R$ 400 mil a projetos que se proponham a desenvolver produtos, processos e serviços arrojados. Criado em 2004, o edital ampliou suas categorias para seis, este ano, e, pela primeira vez, tem o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Com isso, startups e companhias de pequeno porte podem concorrer aos recursos, que totalizam R$ 53,6 milhões.

Com o dobro de projetos contemplados no ano passado, o ciclo atual abrange 12 estados. O prazo de desenvolvimento dos projetos é de 24 meses.

“Ao final desse período, a empresa tem um protótipo para ser validado junto ao mercado e pode dar continuidade a isso, para começar a produção em série, industrial, e transformar em produto final. Neste cenário de crise, está cada vez mais raro e difícil conseguir esse recurso de subvenção, que não precisa ser reembolsado pela empresa. O Sebrae também auxilia na inserção desses produtos no mercado, qualificando em capacitação e gestão”, diz o gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Celio Cabral.

Além disso, para a concretização dos projetos, as empresas selecionadas recebem orientações de especialistas dos Institutos de Inovação e Tecnologia do Senai.

Há dois anos no cargo, Cabral identifica algumas mudanças no perfil dos participantes. Segundo Cabral, diferentemente do que se observava antes, hoje, ao mesmo tempo em que as empresas têm a expectativa de se rentabilizar, elas buscam responder a necessidades reais do mercado.

“Há muitos anos, era uma abordagem acadêmica, distante da realidade concreta. Hoje são pragmáticos, tentam resolver uma dor real da sociedade ou da empresa. Há também maior alinhamento entre as competências que o Brasil tem, enquanto vantagem competitiva, e preponderam perfis provenientes do agronegócio, grandes commodities [produtos que se encontram em estado bruto servem de matéria-prima, como petróleo e café]. Há uma preocupação em agregar tecnologias a esses produtos já tradicionais, de ramos como mineração, siderurgia e construção”, afirmou.

Os prazos para desenvolvimento e os valores de financiamento dos projetos variam conforme a categoria. O edital acolhe diversos temas, que vão de higiene ocupacional e longevidade a métricas para a saúde.

Podem ser inscritas, por exemplo, propostas de adaptações e customizações de novas tecnologias. Um dos vencedores da categoria de médias e grandes empresas envolve a aplicação do ozônio na cadeia têxtil. É importante ressaltar que os resultados são anunciados periodicamente e as ideias recusadas podem ser revistas e reenviadas.
Edição: Nádia Franco
Fonte http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-07/edital-de-inovacao-do-senai-financia-mais-projetos-industriais-neste-ano

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Inovação em serviços: clientes sempre satisfeitos


Quando se fala em inovação, seja em serviços ou produtos, a maioria das pessoas pensa em lançar novos produtos, diversificar e expandir sua linha de ofertas e a carteira de opções para os clientes.
Mas inovação não dignifica exclusivamente criar e desenvolver novos produtos para seus clientes. Pelo contrário, muita das inovações que mais dão certo se referem a forma como um negócio é administrado ou a uma maneira diferente de gerar valor, mudando sua cadeia produtiva: a forma como se produz seus bens e serviços.
Para ajudar você a entender melhor as sutilezas da inovação em serviços, vamos definir alguns conceitos sobre inovação e, em seguida, mostrar 3 exemplos práticos de como fazer isso.

Como criar inovação em serviços

Inovar é levar ao seu cliente soluções ainda melhores do que as que já oferecia, sempre agregando mais valor percebido ao novo produto ou serviço.
Antes de falarmos de inovação em serviços, vamos entender melhor os 4 tipos de inovação:
  1. Inovação de materiais: a cada dia, novos materiais são criados, novas ligas e até moléculas são desenvolvidas. Evidentemente este tipo de inovação é referente a produtos, mas é importante saber que este é um dos tipos de inovação que a indústria mais persegue e pesquisa. Dois exemplos famosos são o Teflon e o Nylon.
  2. Inovação de melhoria: acrescentar uma nova característica ou opção ao produto ou serviço. O exemplo clássico são as pequenas melhorias “cosméticas” que todos os anos as montadoras fazem nos carros, mudando a linha dos para-choques, dos para-lamas, o formato dos faróis ou acrescentando novas cores.
  3. Inovação incremental: neste caso, há um acréscimo de uma nova funcionalidade, que altera a performance do produto ou serviço, e que antes não havia, agregando valor a ele aos olhos do cliente. No exemplo dos carros, lançar o mesmo modelo com opção de câmbio automático, ou com 4 portas, é um incremento de funcionalidade.
  4. Inovação disruptiva: este tipo de inovação em serviços ou produtos não agrega valor, mas, em vez disso, cria um novo valor a um modelo de negócios, mudando inclusive a forma como ele era desenvolvido e revolucionado toda uma indústria.
Nesse último caso, muitas vezes, aqueles que não se adaptam ao novo modelo de negócios acabam saindo do mercado.
Um exemplo muito conhecido foi o da Kodak, fabricante de máquinas fotográficas e filmes de acetato, que acabou saindo do mercado com o advento das máquinas fotográficas digitais.
O mais curioso de tudo isso é que quem criou a tecnologia de fotografia digital foi a própria Kodak.
Portanto, para inovar em serviços é preciso optar por uma dessas estratégias. A primeira, é mais difícil de acontecer em serviços, mas não impossível.
Pesem assim: uma clínica de exames de imagem só pode oferecer alguns de seus serviços, atualmente, porque alguns cientistas criaram novos materiais, condutores e outros, que são usados em máquinas de ultrassonogarfia e ressonância magnética. São casos bem específicos, mas podem acontecer.
O que é importante ter em mente é que a inovação em serviços (ou produtos) sempre deve trazer algum valor a mais na percepção do cliente, permitindo que determinado serviço continue sendo interessante ou possa ser cobrado um preço maior. Muitas vezes, estratégias de marketing e design podem ser a saída.
Vamos ver alguns exemplos de inovação em serviços:

1- Gol linhas aéreas

Você sabia que a Gol teve origem em uma empresa de transportes rodoviários (linhas de ônibus) chamada Áurea? Neste caso, trata-se de uma inovação do modelo de negócio da empresa que a fez se consolidar em outro mercado, migrando (ou agregando) o transporte aéreo ao seu transporte rodoviário.
A ideia do fundador da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, foi usar toda seu know-how e experiência em transporte de passageiros, e o domínio de toda uma cadeia de fornecedores e treinamento de funcionários, que poderiam ser replicados ou adaptados para o transporte aéreo.
Este é um tipo de inovação interna na maneira de entregar os serviços da empresa, que alguns chamam de inovação transformacional.
Agora, os clientes da empresa podem viajar de forma muito mais rápida e confortável, o que se revelou muito lucrativo para o negócio.

2- Dell computadores

Mesmo antes do advento da internet, a Dell computadores foi criada com uma inovação no seu modelo de negócios que nenhuma outra empresa de computadores tinha pensado: vender computadores customizados, em que o cliente escolhia diversas combinações de funcionalidades para fazer um pedido sob medida para ele.
A empresa teve sucesso imediato, mesmo quando ainda fazia isso via catálogos.
Perceba que o produto não era inovador, mas o serviço de vender com a possibilidade do cliente escolher conforme as necessidades específicas dele, sim.
Com a chegada da internet, esse modelo de serviço inovador ficou ainda mais fácil e atrativo para os clientes, dando um novo impulso a empresa.

3- Uber e a inovação disruptiva.

Antes era preciso ficar parado na rua, fazendo sinais para que um táxi parasse para você.
Aí vieram os aplicativos como 99taxi, Easy-Taxi e muitos outros.
Mas quem promoveu a verdadeira inovação em serviços de transporte urbano individual, de forma disruptiva, foi o UBER, que uniu as 2 coisas, tanto o serviço de transporte, quanto os serviços de chamar e encontrar um bom motorista, inclusive com notas de outros usuários, diferenciação de preços, estimativa de hora de chegada no destino e outros benefícios.
Inovar em serviços é uma das maneiras que as empresas usam para enfrentar a crise, confira:

A inovação em serviços é uma atividade que toda empresa deve desenvolver a todo tempo, promovendo a melhoria contínua de seus serviços, o que fará com que seus clientes sempre estejam à espera de novidades e enxergando cada vez mais valor em suas ofertas ao mercado.
Fonte http://blog.wedologos.com.br/expandir-negocio/inovacao-em-servicos/

quinta-feira, 27 de julho de 2017

SJC - Lei da Inovação e fomenta surgimento de startups

SJC - Lei da Inovação e fomenta surgimento de startups
 Júlio Ottoboni

A mudança do eixo econômico de uma cidade industrial para o segmento de serviços tem mobilizado a prefeitura de São José dos Campos para se adequar as novas exigências e buscar soluções criativas para manter seu crescimento tecnológico, inclusive com aproveitamento das capacidades existentes no lugar. Isso sem se desviar da vocação aeroespacial do município. Inclusive a intenção é fortalecer essa áreaa.

A cidade  terá com uma lei especial instituindo o Programa de Incentivo à Inovação Científica, Tecnológica e Sustentável.  O objetivo tanto estimular como fomentar a criação de startups e iniciativas de desenvolvimento tecnológico na cidade. A lei proposta pela prefeitura foi aprovada por unanimidade pelos vereadores.

A intenção é transformar a cidade num dos principais centros de inovação do país, além de oferecer incentivos às empresas já instaladas e capitar outros interessados em vir para o município.

As primeiras ações neste sentido foram dadas com o projeto Startup São José, no último dia 27 de abril. Numa parceria com a startup Quero Educação,  voltada para o segmento educacional,  foi realizado na cidade o 1° Parahyba Valley – Startup Meeting. O encontro reuniu 60 jovens líderes do ramo.

A Lei de Inovação criará facilidades para os novos investidores, além de avaliar e testar as aplicações de projetos inovadores de startups e implementar os projetos em obras e serviços públicos locais. A intenção é ter ambientes favoráveis que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e o desenvolvimento da empresa.

O programa ficará sob a coordenação da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico. Segundo a prefeitura, o município não terá despesas com a nova lei. Já que os projetos serão disponibilizados para testes sem custos e sem a obrigatoriedade de contratação posterior do serviço.

Os projetos serão aprovados pela Prefeitura por meio de uma comissão específica e receberão, após os testes,  um atestado de capacidade técnica e funcionalidade. O programa Startup São José  é ligado à prefeitura e se encontra na fase de implantação de uma futura sede, que será no Parque da Cidade Burle Marx.

Professores do Laboratório Líder do Centro de Educação Empreendedora (Cedemp), da Secretaria Municipal de Educação,  se encontram em treinamento sobre empreendedorismo para aplicarem essa nova disciplina em sala de aula a partir de agosto.

Os estudantes do 9º ano das escolas de ensino fundamental serão o público alvo desta ação. O Laboratório Líder  visa realizar atividades interativas educacionais que desenvolva o lado pessoal do aluno tendo como meta a melhoria de habilidades como comunicação e liderança.

O treinamento é voltado para discussões sobre a importância de ser um empreendedor nas diversas áreas. O objetivo este em estimular o  empreendedorismo para atividades cotidianas. Ações neste sentido também ocorrerão neste segundo semestre com alunos do 5º ano dentro de oficinas especializadas.
Fonte http://www.defesanet.com.br/sjc/noticia/26551/SJC----Lei-da-Inovacao-e-fomenta-surgimento-de-startups/

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Estudo mapeia potencial da energia solar no Brasil

Atlas Brasileiro de Energia Solar
O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançará em julho a segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar.
Pouco mais de 10 anos após o lançamento da primeira versão do Atlas, de 2006, a publicação trará informações atualizadas sobre o potencial de geração de energia elétrica a partir da matriz fotovoltaica do país.
Os dados apontam para uma "enorme" capacidade de explorar esse recurso, principalmente no chamado Cinturão Solar, área que se estende do Nordeste até o Pantanal, passando pelo norte de Minas Gerais, sul da Bahia e norte e nordeste de São Paulo.
Nesta nova versão, os dados obtidos por meio de satélites permitiram uma análise mais profunda sobre a real capacidade do país no setor e indica a possibilidade de expansão da produção total e dos meios de geração de energia elétrica solar.
A nova edição utilizou informações levantadas durante 17 anos. Nela, já dados sobre a quantidade e disponibilidade da radiação solar, a variação de potência dos raios, como os fatores climáticos - notadamente a presença de nuvens - influenciam a disponibilidade e a influência da topografia para a incidência dos feixes de luz solar.
Energia solar industrial e doméstica
Segundo o coordenador dos estudos, Ênio Pereira, o Atlas contribuirá para a tomada de decisões estratégicas nas políticas públicas do setor de energia elétrica.
"Para você usar qualquer forma de energia, tem que conhecer a disponibilidade dela. O Atlas fornece a informação sobre a quantidade, a disponibilidade da radiação solar e como ela varia, as questões climáticas que influenciam, a topografia, a variação de disponibilidade. Ele serve para tomada de decisões do governo, para a iniciativa privada definir investimentos e para estudiosos entenderem a disponibilidade de energia solar no Brasil", explicou o físico.
O Atlas também traz informações técnicas para a instalação de equipamentos solares para uso doméstico, como geradores locais de energia elétrica ou aquecedores de água.
Atualmente, a participação da fonte solar na matriz energética brasileira representa apenas 0,02% do total produzido no país. Na avaliação de Ênio Pereira, a capacidade produtiva do Brasil pode crescer com a instalação de novos empreendimentos. "O potencial para gerar energia solar no Brasil é gigantesco, especialmente no Cinturão Solar. Toda essa área tem um potencial enorme de geração, porque tem incidência de muita luz solar e durante um longo período, especialmente entre maio e setembro, que é uma época de seca na maior parte desse território", afirma o físico.
Para produzir o Atlas Brasileiro de Energia Solar, o Inpe contou com a participação de pesquisadores de várias instituições brasileiras, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Serão produzidas 1.500 cópias do estudo, que serão distribuídas para instituições do setor.
Fonte http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=estudo-mapeia-potencial-energia-solar-brasil&id=010175170703#.WVqPNYTysdU

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pequenos negócios se destacam no maior prêmio de inovação do país

Empreendedores de micro e pequenas empresas mostram que inovar não é uma ação restrita aos grandes empreendimentos

A solenidade de anúncio dos grandes vencedores do Prêmio Nacional de Inovação realizada na noite dessa segunda-feira (26), em São Paulo, reservou um lugar de destaque para nove pequenas empresas. Elas foram reconhecidas como referências nacionais no desenvolvimento de inovação. O prêmio é a mais importante iniciativa no Brasil para identificar e apoiar ações inovadoras nas empresas do segmento da indústria, entre grandes, médias e micro e pequenas empresas. O evento marcou a abertura do 7º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, que acontece nesta terça (27) e quarta-feira (28), na capital paulista.
Na sua edição 2016/2017, o prêmio contou com a participação de 3.987 empresas inscritas, resultado 79% superior ao da última edição. A iniciativa conjunta do Sebrae e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) homenageia as empresas brasileiras que investiram na inovação. A premiação foi dividida em quatro modalidades: micro e pequenas empresas atendidas pelo Programa Agentes Locais de Inovação (ALI); micro e pequenas; médias; e grandes empresas. Além disso, foi organizada nas categorias: gestão da inovação, inovação de produto, inovação de processo, inovação organizacional e inovação em marketing. Ao todo, 19 micro, pequenas, médias e grandes empresas de todas as regiões do país tiveram seus trabalhos, sendo nove micro e pequenas empresas.
Os vencedores foram selecionados a partir das escolhas de uma banca de juízes composta por representantes da CNI e do Sebrae e dos parceiros institucionais do prêmio: Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Movimento Brasil Competitivo (MBC), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, o prêmio chega em uma boa hora. "Nesse momento em que o país enfrenta tantas notícias negativas, essa premiação representa um momento de renovação e comprova que o Brasil está muito vivo e com vontade de inovar. O Prêmio Nacional de Inovação significa um incentivo, uma abertura das portas da esperança de um país maior e melhor".
O vice-presidente da CNI Paulo Afonso Ferreira destacou a importância da inovação para o desenvolvimento econômico do país. “Com o espírito inovador incorporado, daremos mais um passo decisivo para o aumento da competitividade e da produtividade da economia nacional”, discursou. Ele acrescentou que o Prêmio Nacional de Inovação é, também, inovador. “Trata-se da única premiação desse tipo que envia um Relatório de Avaliação desenvolvido especialmente para cada empresa inscrita, apresentando os pontos fortes e as oportunidades de melhoria”.
Conheça as pequenas empresas vencedoras do Prêmio 2016/2017
1. Fornari Indústria (SC) - Premiada na categoria INOVAÇÃO DE PRODUTO e na categoria GESTÃO DA INOVAÇÃO
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A empresa Fornari Indústria atua centrada no desenvolvimento de produtos para agronegócio e saneamento, visando à segurança alimentar. Entre suas principais inovações destacam-se a máquina de lavar bandejas de ovos e bandejas de mudas - hortifrúti, máquina de lavar caixas para frutas, Dosarkit, máquina para lavar e desinfetar ovos comerciais, mesa de secagem e contagem, além de clorador para altas vazões. No aspecto da Gestão da Inovação, a principal característica de sua gestão da inovação é a elevada interface com empresas de base tecnológica para desenvolvimento de P&DI, o que lhe confere diversos aspectos positivos na capacidade de inovar.
2. Habitar Construções Inteligentes (SP) - Premiada na categoria INOVAÇÃO EM PROCESSO
A Habitar é uma construtora estabelecida no Vale do Paraíba, tendo como principal atividade a construção de casas e prédios populares. Ao longo dos últimos anos a empresa desenvolveu um sistema construtivo inovador de casas e edificações, baseada em sistemas construtivos da Europa e tropicalizada para o Brasil.
3. Pharmakos D'Amazônia (AM) - Premiada na categoria INOVAÇÃO EM MARKETING
A Pharmakos da Amazônia apresenta um portfólio de aproximadamente 50 produtos entre cosméticos (gel, sabonete íntimo, xampu, condicionador, óleos e creme corporais, aromatizadores bucais) e alimentos (pós, líquidos, encapsulados e mel). A inovação em marketing integrou um conjunto de esforços para introduzir os seus produtos no mercado norte-americano. Atualmente a empresa conta com cinco distribuidores americanos, tendo realizado a primeira exportação piloto em 2017.
4. Engpiso Ltda (BA) - Premiada na categoria INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL
A Engpiso é uma empresa baiana especializada em pisos e revestimentos especiais que investe no desenvolvimento de novas tecnologias, visando à melhor relação entre custo e benefício e crescente empenho no desenvolvimento sustentável. Apresentou inovações organizacionais decorrentes do movimento de projetar e incubar uma nova unidade organizacional voltada a inovações (Núcleo de P&D) no parque Tecnológico de Salvador.
5. Montrel Tecnologia (SP) - Premiada na categoria MPE-ALI INOVAÇÃO DE PRODUTO
A Montrel Tecnologia oferece linha de sinalizadores audiovisuais e equipamentos que auxiliam as concessionárias de energia elétrica no combate às perdas, como a linha de verificadores de medidores. Entre as inovações de produto destaca-se o ADR Multi4000, lançado em 2015, que evita perdas desnecessárias e detecta com exatidão, sem necessidade de deslocamento ou remoção, se o medidor de consumo de energia elétrica está com defeito ou foi adulterado.
6. Play Park (SP) - Premiada na categoria MPE-ALI: Subcategoria INOVAÇÃO EM PROCESSO A Play Park é uma fábrica de brinquedos infláveis com grande portfólio de produtos, atendendo várias segmentações de mercado com fornecimento de brinquedos diretamente da fábrica. A empresa se preocupa com o constante desenvolvimento de novos produtos, com design inovador, interativo e funcional, tendo sempre como base a segurança de seus usuários. Para atender à demanda dos clientes, a empresa desenvolveu inovações significativas em seus processos, como: o Processo de Corte Digital, o processo de desenvolvimento em 3D e a utilização de Drones no processo de inspeção.
7. Biotechnos (RS) - Premiada na categoria MPE-ALI INOVAÇÃO EM MARKETING
A Biotechnos é uma empresa que pesquisa, desenvolve e comercializa novos produtos industriais nas áreas da bioenergia e biodiversidade. Em seu portfólio estão máquinas e equipamentos, produtos, serviços e projetos voltados à sustentabilidade ambiental. Sua inovação em marketing está baseada na estratégia de conduzir sua oferta de solução (produto) por meio do estabelecimento de Arranjos Produtivos Locais. Inicialmente, essa estratégia foi adotada para o lançamento de sua Usina de Biodiesel e, mais recentemente, foi também utilizada para constituir um APL de beneficiamento do babaçu, no qual novo equipamento da empresa vem sendo testado e implantado.
8. Q2 Produtos Médicos Odontológicos (SP) - Premiada na categoria MPE-ALI - INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL
A Q2 Produtos Médicos Odontológicos desenvolve, fabrica e comercializa produtos e equipamentos para cirurgias, endodontia, dentística, diagnóstico, lubrificação e limpeza, além de kits acadêmicos e para consultório portátil. As inovações organizacionais destacam-se pelas parcerias realizadas para elevar a capacidade de atuação no mercado, demonstrando elevada capacidade em relacionamento com outras organizações, expandindo a marca para todo o país.
9. Simbios Biotecnologia (RS) - Premiada na categoria MPE-ALI - GESTÃO DA INOVAÇÃO
A Simbios é uma empresa especializada em diagnóstico molecular, pioneira na realização de análises laboratoriais de DNA e RNA de agentes infecciosos utilizando técnicas de biologia molecular: PCR, RT - PCR, Real Time PCR, RFLP e sequenciamento. A empresa foi pioneira em seu segmento, possuindo definições estratégicas alinhadas à preocupação com a antecipação tecnológica e adota práticas de gestão de projetos alinhadas ao PMBok, empregando técnicas e ferramentas de análise de cronograma, custos, qualidade e riscos. Possui ainda refinada estrutura de indicadores, embarcada em solução tecnológica e conta com histórico de captação de recursos em editais e políticas financeiras alinhadas aos projetos de produtos estratégicos.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/pequenos-negocios-se-destacam-no-maior-premio-de-inovacao-do-pais/119854/

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Inovação na crise: pecado ou salvação?

Neste momento de reativação da atividade econômica do consumo, ouvimos muito, sobretudo no mercado varejista, que a única solução para sair da crise é cortar custos. Mas, será que fechar lojas ou gerar novas vendas com ações como promoções e redução de preços são as únicas formas de aumentar a eficiência do varejo brasileiro em um período como este?

Nós achamos que não e entendemos que, para sairmos da crise, a inovação tecnológica é um caminho concreto, real e imediato. Algumas evidências mostram que é possível inovar em tempos difíceis, gerando resultados financeiros importantes e com recursos amplamente disponíveis no mercado brasileiro. Basta começar!

Algumas iniciativas corroboram para isso. Você sabia que o “Magazine Luiza”, um dos maiores varejistas do Brasil, atribui a sua virada nos resultados financeiros às iniciativas de inovação? Segundo o CEO da companhia, Frederico Trajano, o processo foi profundo e mudou o posicionamento da empresa: de uma companhia tradicional com um departamento digital, para uma organização digital com pontos físicos e calor humano.

A mudança se concretizou com a criação do núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do “Magazine Luiza”, o “Luizalabs”. Trata-se de um laboratório de Tecnologia e Inovação, cujo objetivo é criar produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra. Hoje, são mais de cem pessoas envolvidas no “Luizalabs”. Ao que tudo indica, eles estão levando o assunto a sério.

A frente de transformação digital da empresa é muito estruturada e faz parte dos pilares estratégicos da companhia declarados ao mercado. Na nossa visão, hoje, é o caso mais bem sucedido de gestão da inovação no varejo brasileiro. 

Também vale destacar o trabalho desenvolvido por algumas startups. Segundo o estudo “Mapped in Brasil” – plataforma online que permite monitorar o ecossistema empreendedor – publicado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que este universo está pronto para entregar um volume significativo de soluções ao mercado brasileiro: atualmente, são 128 startups mapeadas, 47 aceleradoras, 41 empresas de venture capita e 30 parques tecnológicos. E muitas têm soluções maduras e com custos bastante acessíveis para o varejo. 

O consumidor brasileiro está gritando por inovação no varejo. E isto não é um exagero. O relatório “Clientes do varejo estão gritando – você está se adaptando?”, da “Accenture Consulting” traz exatamente uma visão clara sobre como os consumidores querem interagir com a tecnologia no ponto de venda.

Cito alguns insights interessantes deste relatório sobre o comportamento do consumidor brasileiro: 56% não podem esperar para receber recomendações inteligentes de compra quando estão dentro da loja; 47% querem poder comprar usando pontos de programas de fidelidade de forma fácil e ágil no ponto de venda; e 39% têm interesse em meios de pagamento mobile (a média global é de 25%).

Mas, o que mais surpreendeu neste estudo é que 82% dos consumidores brasileiros tiveram seu comportamento de compra influenciado pelo Google (a média global é de 57%) e 68% dos entrevistados “confessaram” terem sido impactos diretamente pelo “Facebook” (no mundo, esta média é de 41%).

Com base nestas informações, não dá mais para dizer que não se implementa tecnologia ou inovação no varejo porque o consumidor brasileiro não quer ou não se adapta. Será preciso dar outra desculpa.

As evidências estão aí, assim como é latente a necessidade de agir rápido. Chegou a hora de o varejo brasileiro obter resultado com o uso da inovação tecnológica no seu negócio. E, neste contexto, estamos certos de que este é o caminho a ser seguido.

Juliano Martins - Diretor vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR)

Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/inovacao-na-crise-pecado-ou-salvacao/119711/

terça-feira, 20 de junho de 2017

Um app que busca colocar a cidade na sua mão

Mineiro lança na Microsoft aplicativo testado em 38 locais que une diversos serviços urbanos

Tudo no celular. ‘É possível mapear São Paulo em menos de 2 minutos’, explica Machado Foto: GABRIELA BILO / ESTADAO

Um empreendedor mineiro de 33 anos quer revolucionar a maneira como as cidades - e os cidadãos - lidam com a questão da mobilidade. Ernani Jardim de Miranda Machado lança no dia 23, em evento fechado no escritório da Microsoft em São Paulo, o aplicativo MobQI, depois de testá-lo por dois anos em 38 cidades do mundo.

À primeira vista, a diferença entre o MobQI e os apps que já existem é a convergência de serviços. Pela mesma plataforma, será possível acionar um táxi, ver rotas e horários de ônibus e metrô e, em caso de problemas com segurança, acionar polícia, bombeiros e ambulância a um clique.

Por outro lado, Machado promete oferecer aos prestadores de serviço de transporte uma plataforma que possibilita gerenciar com eficiência e precisão seus negócios, “seja de uma frota de veículos, seja do perueiro que tem uma só van”, comenta ele.

Com veículos e pessoas utilizando o serviço, o mapeamento de rotas de uma cidade será feito de modo quase instantâneo. “Graças aos dados interligados, é possível mapear São Paulo em menos de 2 minutos”, explica Machado.

A história desse empreendedor é bastante curiosa. Com raízes familiares na cidade de Araçuaí, a 678 km de Belo Horizonte, ele já quis transformar o local, no Vale do Jequitinhonha, no Vale do Silício brasileiro. “O app foi todo desenvolvido lá unicamente porque eu queria mostrar que era possível fazer tecnologia em qualquer lugar”, conta ele. “Claro que precisei me mobilizar para levar mão de obra qualificada para a região, além de capacitar a já existente.”

O vínculo de Machado com Araçuaí é mais do que hereditário, aliás. Dos 6 aos 13 anos, viveu lá por causa dos negócios do pai - fazendeiro e então dono de uma empresa de locação de máquinas agrícolas pesadas.

Foi nessa época que desenvolveu o gosto pela programação. “Eu tinha 9 anos e minha mãe comprou um computador. Era um trambolho bege que ninguém em casa sabia nem ligar”, recorda-se. “Aquela porcaria, acho que ela nem sabia por que tinha comprado”, relembra.

O menino se encantou. Em pouco tempo estava brincando de fazer pequenos programinhas e desenhando até rótulos de cachaça para um amigo de seu pai, produtor. “Que me prometeu pagar em bombons e usa o rótulo até hoje, mas nunca me pagou”, alfineta o empreendedor.

Na época, para ligar o computador 386 à internet era preciso fazer interurbanos para Governador Valadares, a quase 400 km de lá, onde ficava o provedor de acesso mais próximo. “Vinha um absurdo na conta telefônica”, lembra Machado.

O garoto voltou a Belo Horizonte para cursar o ensino médio. Depois, ainda na capital mineira, graduou-se em Administração e Direito. Fez ainda Engenharia de Robótica na Suíça. E, desde os 18 anos, tem uma empresa de desenvolvimento de softwares.
Orgânico

Machado hoje é o responsável pelas fazendas da família. Na região de Araçuaí, planta orégano, manjericão, pimenta e café. Tudo para exportação. Tudo de forma orgânica. Em sua vida, o olhar rural e o urbano se mesclam para as soluções tecnológicas. Machado é o misto entre os Vales do Jequitinhonha e do Silício.

Fonte http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,um-app-que-busca-colocar-a-cidade-na-sua-mao,70001841932

Conheça 7 projetos sociais inovadores de alunos da América Latina

Soluções inovadoras e que promovem melhorias em suas comunidades. Esse foi o grande objetivo dos mais de 4 mil projetos de toda a América L...