quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Startup quer mostrar que a computação quântica vale, sim, todo o hype

Responder a uma pergunta de forma mais rápida ou barata que um supercomputador já seria grande alegria para equipe da Rigetti

Poucos campos do setor de tecnologia são tão atraentes ou complexos quanto a computação quântica. Há anos seus defensores prometem máquinas capazes de decifrar as mensagens codificadas mais impenetráveis, desvendar as propriedades secretas do mundo físico e humilhar os supercomputadores.
Mas a Rigetti Computing, uma das startups mais proeminentes e mais bem financiadas do campo, gostaria simplesmente de reduzir as expectativas gerais.
No momento, o desafio da Rigetti é o seguinte: conseguir resolver com um computador quântico pelo menos um problema que uma máquina convencional não consegue resolver. Até mesmo responder a uma pergunta de forma mais rápida ou barata que um supercomputador já seria uma grande alegria para a equipe de físicos e matemáticos no escritório da startup em Berkeley, Califórnia.
Até agora, isso não aconteceu. Hoje, seu laptop consegue resolver praticamente tudo o que um computador quântico pode fazer, e com a mesma rapidez.
A Rigetti não é a única a se debruçar sobre esse enigma. Nem a International Business Machines e nem o Google, que têm computadores quânticos mais poderosos, afirmaram ter conseguido uma “vantagem quântica”.
Esse termo, que parece ameaçador, se refere ao momento teórico em que um computador quântico conseguirá fazer algo com mais eficiência do que um computador tradicional. É o equivalente do setor a um momento de avanço muito singular, só que mais nerd e obscuro ainda.
“Hoje, estamos concentrados na busca da vantagem quântica”, disse Chad Rigetti, fundador da empresa. “A computação quântica não tem uma evidência incontestável capaz de mudar uma empresa”, disse ele. Se conseguir, “o efeito não será sutil”, disse Rigetti.
A Rigetti já avançou bastante para ser uma startup. Ela emprega ex-pesquisadores de primeira linha da Nasa, da Raytheon e das universidades de Berkeley, Stanford e Yale.
A companhia fabricou seu próprio computador quântico sem ter acesso aos orçamentos bilionários de pesquisa e desenvolvimento das outras companhias que investem nisso. Mas ela tem US$ 119 milhões, dos quais mais de metade veio de uma transação não informada de capital de risco no fim do ano passado. Rigetti optou por não divulgar o investimento para evitar aumentar ainda mais as expectativas.
Agora, tanto Rigetti quanto sua empresa acreditam que têm algo de que se gabar – apesar das diversas questões que, como ele rapidamente adverte, ainda poderiam dar errado. A startup criou um microchip para computadores quânticos que teria mais do sêxtuplo de qubits – a unidade de medida básica da potência de um computador quântico – que as máquinas atuais da Rigetti.
O processador seria mais potente que o computador de 50 qubits da IBM e que a máquina de 72 qubits do Google. Rigetti espera construir um computador que funcione com 128 qubits nos próximos 12 meses. Se tiver sucesso, esse poderia ser o computador quântico mais potente do mundo e talvez consiga superar os supercomputadores tradicionais.
“Estamos progredindo muito rapidamente, de modo exponencial, em todas essas frentes”, disse Rigetti. “Tudo avança para um momento de grande progresso, e essa é a vantagem quântica.”
Mesmo se a Rigetti tiver sucesso e superar o Google e a IBM – e nada garante isso –, a empresa ainda não sabe para que a máquina serviria. Os pesquisadores têm suas teorias preferidas: análise mais efetiva de enormes bancos de dados, modelos precisos de átomos de hidrogênio ou inteligência artificial avançada. Nada isso foi comprovado.
“Acho que a primeira demonstração da vantagem quântica virá na aprendizagem de máquinas”, disse Rigetti. Mas alguns de seus funcionários acham que a modelagem de químicos ou moléculas orgânicas são opções igualmente prováveis como primeiras aplicações.
Fonte https://exame.abril.com.br/pme/startup-quer-mostrar-que-a-computacao-quantica-vale-sim-todo-o-hype/

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Autenticidade: invista em ser quem você é!

Autenticidade e inovação dois conceitos que se conversam! ;)

Se tem uma palavra que hoje em dia está tilintando na mente e no coração de muita gente, essa palavra é autenticidade. Alguns podem até confundir autenticidade com dizer aquilo que se pensa, mas o conceito vai bem além disso. 
Se tornou urgente e quase vital definir uma via própria e única de expressão no mundo. Temos uma necessidade latente de dar sentido para a existência e encontrar algo que nos faça viver uma vida com mais propósito
Em nossa interação com o mundo, somos influenciados por todo tipo de informação. No passado, essas informações chegavam prioritariamente através de conversas e da observação da natureza. Hoje em dia a internet está aí, bem nas nossas mãos em smartphones, notebooks, tablets, computadores, TV’s, nos aviões, ônibus, escolas e em breve nas geladeiras e outros eletrodomésticos. Isso faz com que a quantidade de informações com que temos contato ultrapasse qualquer limite jamais imaginado. Assim lidamos com uma enxurrada diária de histórias e estilos de vida de pessoas das mais diferentes culturas, raças e classes sociais. Atitudes, iniciativas, condutas, cases de sucesso e fracasso – nas mais diversas áreas – são exemplos para refletirmos e avaliarmos o que nos diz respeito e o que não. Ora esses exemplos podem ser super inspiradores, ora podem confundir nossa cabeça para construirmos um caminho autêntico. 
Mas como encontrar esse caminho autêntico? 
Sabina Deweik, especialista em inovação e umas das responsáveis por trazer o Cool Hunting para o Brasil (profissão dos caçadores de tendências), contextualiza: “Estamos vivendo um momento de transição global, deixando antigos paradigmas e começando a viver em uma sociedade diferente, com outros valores. Tanto pessoas como empresas se questionam como dar o próximo passo. Como eu me movo agora nesse mundo que está diferente? Nesse mundo que está pedindo mais colaboração, compartilhamento, compaixão, intuição e empatia.” 
 Sabina Deweik – Cool Hunter
Sabina Deweik – Cool Hunter (Arquivo pessoal Sabina Deweik/Site EXAME)
Sabina completa afirmando que a autenticidade depende do autoconhecimento. E complementa dizendo: “Indivíduos e empresas precisam estar cientes de suas vulnerabilidades e fortalezas. Muitos não conseguem se tornar únicos porque se preocupam demais em atender expectativas ou imitar o que pode ter funcionado para outros.” 
Concordo plenamente com Sabina ao identificar o autoconhecimento como peça-chave e que muito da dispersão venha de tentar atender a estímulos externos. Vejo a internet como uma vitrine de todos esses estímulos, onde olhamos desejosos, mas não podemos adquirir tudo que vemos. 
Acredito que o desafio de ser autêntico reside em agir de total acordo com nosso Eu mais profundo, com nossa verdadeira essência; aquela que contém valores, talentos e tudo aquilo que mais prezamos na vida. Para marcas, acredito valer basicamente o mesmo conceito: é preciso se empoderar de seus valores, crenças e ter atitude na hora de se comunicar.
Mais um momento interessante no papo que tive com Sabina foi quando ela disse: “Ser autêntico tem a ver com a nossa história e também com a memória. Autenticidade de uma marca ou de uma pessoa tem a ver com o passado dela. Muitas vezes, as empresas esquecem como elas nasceram, qual era o propósito primeiro, quem foi o fundador. Quando esquecem disso, perdem a sua originalidade. Trazendo para os indivíduos, eles também só são únicos pelas experiências que viveram, pelos pais que tiveram, lugares que foram, como se relacionaram com outras pessoas ao longo da vida… Todo nosso passado faz de nós pessoas únicas e mesmo que vivêssemos tudo novamente não seria igual, porque cada momento é irrepetível.”
Sabina vê no passado uma base de construção para nossa originalidade e diz: “Para inovar também é importante olhar pra traz.” 
Para fechar, complementaria a frase da Sabina dizendo que para se tornar autêntico é preciso olhar para o passado e também para dentro de si mesmo. Ao termos coragem de manter um canal aberto com a nossa verdadeira essência, que também carrega toda a nossa história, encontraremos uma maneira autêntica de nos expressarmos no mundo.
“Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil.” – Mario Quintana
Fonte https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/autenticidade/

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O DNA do Inovador

Quais são as 5 habilidades dos inovadores de ruptura? Você é um deles?

Quando Thomas Edison descobriu a lâmpada, fez-se a luz… em muitos sentidos!
Hoje, o que parece simples, foi uma sucessão de erros, tentativas e mais tentativas levadas à exaustão.
“Não falhei. Apenas encontrei 10 mil jeitos que não funcionam.” – Thomas Edison
Só pra relembrar, a lâmpada foi inventada no final do séc. XIX. E não foi seu único invento, Thomas Edison era um inovador de carteirinha, registrando na época 2.332 patentes, o que rendeu ao norte-americano o apelido de “Feiticeiro de Menlo Park”.  Área, aliás, do atual Vale do Silício lá na Califórnia. Se achamos que o Vale só atrai gente interessante do final do século XX pra cá, o inventor da lâmpada nos lembra que essa área, historicamente, sempre foi favorável aos inventos disruptivos. 
O jogo de tentativa e erro faz parte integrante do DNA dos inovadores. Essa é uma equação, por vezes dolorosa, mas que sem dúvida, promove os extraordinários momentos de “eureca”. O acerto de uma aposta só é um jogo raro, inusitado, e de acordo com os estudiosos do fenômeno Vale do Silício, quase improvável. Por lá, os inovadores são encorajados ao fracasso como forma de ganhar musculatura para competirem, escalarem e vivenciarem o tão almejado mundo da disrupção. Existe um mantra propagado por aquelas bandas que diz que um inovador só está “no ponto” quando fracassou pelo menos 11 vezes, aí sim, está apto para abraçar seu merecido sucesso. 
Inovação, se tornou a palavra da onda nos últimos tempos, e esse ano esteve presente em todos os eventos – corporativos ou não – que apresentei ou participei como público. Empresas de todos os tamanhos, organizações de todos os gêneros, marcas e pessoas, não só estão falando, como promovendo e apostando na inovação como um amuleto da sorte para desembarcar no futuro. 
Mas, será que todos estão realmente dispostos a praticar a inovação? Inovar quer dizer: realizar algo que nunca foi feito antes, romper, modificar, transmutar – abrir mão de um “estado” para chegar em outro. E quando a inovação sai do mundo das ideias e vai para prática não é o que realmente tenho percebido. Entre o querer e o fazer existe, muitas vezes, um grande hiato. Seguir pelo caminho da inovação é uma decisão, então, não promova a inovação a menos que você realmente esteja disposto a enfrentar a disrupção.
Se você, seu departamento, marca ou empresa estão dispostos a enfrentar possíveis fracassos ou erros durante a jornada disruptiva, então, as portas para inovação estão abertas, afinal, como o próprio mestre Thomas Edison advertiu, inventar a lâmpada, um novo processo, sistema, produto ou uma nova fórmula de sucesso, muitas vezes pode partir de 10 mil tentativas anteriores sem sucesso.
Paul Saffo, futurista, engenheiro e professor da Universidade de Stanford – situada no coração Vale do Silício, certa vez declarou: “Os pináculos do sucesso são construídos sobre os escombros do fracasso. Quando alguém falha aqui, não é uma questão de ego ou de vergonha – na verdade o fracasso é mais como um distintivo de honra e um convite para entrar no clube.” – Os Segredos do Vale do Silício –  Deborah Perry Piscione
E quando o caminho é realmente sair da zona de conforto em busca do novo, então aqui vão alguns insights muito interessantes sobre inovação colhidos no livro “DNA do Inovador” (Ed. HSM), dos autores J. Dyer, H. Gregersen e C. Christensen
Pra começar, eles lembram que a criatividade é uma habilidade que provém do lado direito do cérebro. Os inovadores, portanto tem uma ajudinha extra desse importante órgão, que colabora com pensamentos mais intuitivos, é o lado do sentir e interpretar. Já nosso lado esquerdo é aquele que processa pensamentos mais lógicos e lineares, portanto, menos criativos. 
A boa nova é que conforme pesquisas dos autores do livro, a inovação não é apenas uma predisposição genética, mas sim pode ser treinada. O “DNA do Inovador” mostra que todos nós, incluindo eu e você, podemos inovar se algumas habilidades específicas forem desenvolvidas.
Dyer, Gregersen e Christensen, selecionam 5 habilidades que descrevem como fundamentais aos postulantes da inovação:
– PENSAMENTO ASSOCIATIVO ou simplesmente Associação – “Ocorre quando o cérebro procura sintetizar e tirar sentido de novas informações. Ela ajuda os inovadores a descobrir novas direções fazendo ligações entre questões, problemas e ideias aparentemente sem relação entre si. Descobertas inovadoras ocorrem muitas vezes na intersecção de disciplinas e campos diversos.”
– QUESTIONAR – “Os inovadores são grandes questionadores, que mostram paixão pelo ato de perguntar. Suas questões desafiam com frequência o status quo.”
– OBSERVAR – “Diz respeito a habilidade de prestar cuidadosamente atenção no mundo ao seu redor – incluindo clientes, produtos, serviços, tecnologias e empresas – e essas observações os ajudam a compreender e a ter ideias que levam a novos meios de fazer as coisas. Os inovadores são intensos observadores.”
– CULTIVAR O NETWORKING – “Os inovadores gastam muito tempo e energia descobrindo e testando ideias por meio de uma rede diversificada de pessoas que tem backgrounds e perspectivas diferentes.”
– EXPERIMENTAR – “Fala sobre a habilidade de estar constantemente testando novas experiências e pilotando novas ideias. Os experimentadores exploram sem cessar o mundo, intelectual e fisicamente, desafiam convicções, testam hipóteses ao longo do caminho.”
Os autores compartilham no livro inúmeros cases e afirmam que os inovadores tratam o mundo como se fosse um ponto de interrogação e que questionam constantemente o pensamento dominante. Contam que A.G. Lafley, executivo inovador da P&G, sempre foi um exímio questionador. Ele se habituou a provocar-se todas as semanas com uma mesma pergunta “Sobre o que eu vou ter curiosidade na segunda-feira?”. Já Aaron Garrity, Fundador da Xango(empresa inovadora de artigos para saúde e nutrição) tem um outro mantra “Eu questiono, sempre questiono, com o estado de espírito revolucionário”, e assim alcança sucesso com atitudes disruptivas.
“Meg Whitman, da eBay trabalhou com diversos empreendedores e fundadores inovadores, incluindo Omidyar (eBay), Niklas Zennström e Janus Friis (Skype e Kazaa), Peter Thiel (PayPal) e Elon Musk (Tesla Motors, SpaceX). Quando lhe perguntaram em que essas pessoas são diferentes dos executivos típicos, Whitman respondeu: “Eles tem compulsão por destruir o status quo. Não conseguem suportá-lo. Assim, passam um tempo enorme pensando em como mudar o mundo. E, enquanto pensam e colocam a cabeça para funcionar, gostam de perguntar: se fizéssemos assim, o que aconteceria?”
Para Jeff Bezos da Amazon, experimentar é um fator tão basal para a inovação que tentou institucionalizá-lo. “As experiências são importantíssimas para a inovação porque raramente resultam naquilo que você espera. Estimulo os funcionários a entrar em becos sem saída e testar. Tentamos reduzir os custos de nossas experiências para que possamos fazer ainda mais ensaios. Se você aumenta o número de experiências, de cem para mil, vê crescer drasticamente o número de inovações que produz.”
Edwin Land, cofundador da Polaroid, por exemplo, pensou pela primeira vez no que seria a revolucionária máquina Polaroid um dia em férias com a família. Ele tirou uma foto da filha de 3 anos que em seguida o questionou por que não podia ver a fotografia tirada de imediato. Insistiu na pergunta várias vezes. Land, prestando atenção no pedido da filha, fez a mesma pergunta “Por que não posso ver a foto tirada imediatamente?”. Resolveu assim levar a questão para um especialista em emulsões fotográficas. O que seria necessário para desenvolver uma foto instantânea? Foi essa pergunta que deu início a uma revolução no mercado fotográfico. A Polaroid modificou totalmente a indústria em sua época, gerando um impacto incrível entre os anos de 1946 e 1986, vendendo mais de 150 milhões de unidades. 
Esse é só um dos milhares de produtos e serviços que foram inventados partindo de perguntas simples e da observação de uma necessidade cotidiana. Desde a criação da lâmpada, passando pelas garrafas pet, que mantém mais tempo o gás nos refrigerantes, o próprio telefone celular que nos deu mobilidade, passando pelo WhatsApp que agora desafia o sistema de comunicação, todos os serviços pautados em economia compartilhada como o Uber e o Airbnb, até a invenção de um simples travesseiro no qual repousamos nossa cabeça todas as noites. Os inovadores estão sempre de olho nas necessidades não satisfeitas do nosso dia a dia.  
Os autores também estimulam que passemos a ver a vida através de nossos 5 sentidos, como se estivéssemos de férias pela primeira vez em um destino. 
Dieter Güter, um dos engenheiros mais importantes da Daimler (fabricante de automóveis e caminhões com sede na Alemanha) disse “Olhando a natureza, você chega a ideias que nunca teria se ficasse pensando sozinho”. Sua equipe encontrou uma solução surpreendente observando um peixe baiacu depois de passar um dia inteiro entre os peixes de um museu local de história natural.
“Os inovadores não precisam visitar outros países para passar pela experiência de imersão em um ambiente novo. Há muitas oportunidades de aprender explorando exposições, museus, jardins zoológicos, aquários, natureza.” – afirmam os autores do livro.
Se você está na senda de novos processos ou de uma visão de fato inovadora, buscar o aprimoramento dessas 5 faculdades vai certamente ajudar nesse desafio. Como promove o “DNA do Inovador”, nem todos precisam nascer com essas habilidades intrínsecas para serem disruptivos, existem maneiras de cultivar uma visão e um pensamento fora da caixa. 
Para se certificar que o caminho da disrupção é por onde quer transitar, vale a pena refletir: Você está preparado para o jogo de tentativa e erro da inovação? Você está realmente aberto ao novo, ou a mudança é apenas uma imposição profissional ou sociocultural? Analise suas respostas e veja se está ou não preparado para uma jornada de transformação. No mais, sempre vale se orientar por aquilo que realmente pulsa dentro de você, para que, além da inovação você desperte a coerência como pilar da sua gestão, organização, do seu departamento ou da sua própria vida. 
Por Luah Galvão
Fonte https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/o-dna-do-inovador/

quarta-feira, 25 de julho de 2018

COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AJUDA NO RECRUTAMENTO E NA SELEÇÃO

O robô caça-talentos tem ajudado as companhias para recrutar e selecionar pessoas - inclusive as que não estão à procura de emprego

Aos poucos, a inteligência artificial (IA) começa a ser usada para tornar mais eficiente o processo de recrutamento e seleção de pessoas. No Brasil, o movimento se iniciou há dois anos, liderado por companhias do setor de comércio e tecnologia que recorrem às máquinas sobretudo para lidar com um grande número de candidatos. Com o passar do tempo, acabou se expandindo para outros segmentos de negócios.
É o caso do laboratório anglo-sueco AstraZeneca. Com 1 200 funcionários no país, muitos deles no setor comercial, a empresa começou a usar um sistema de reconhecimento facial em entrevistas por vídeo. Durante essa fase, algoritmos permitem que as emoções do candidato sejam mapeadas. Depois dessa etapa, os selecionados vão para o processo de gamificação, que testa várias habilidades, inclusive a capaci­dade de interação. Segundo Vanessa Cordaro, diretora de recursos humanos e comunicação corporativa da AstraZeneca, o processo remoto tem ajudado nas contratações fora de São Paulo, onde fica a subsidiária brasileira. “Estamos com dois projetos em outras cidades e conseguimos acesso mais fácil a esses talentos”, afirma Vanessa.
Recém-implantado, o programa já foi usado na contratação de 270 funcionários da AstraZeneca, entre representan­tes de serviços e gerentes distri­tais, internos e externos.
A paulistana Sandra Beltran é uma das funcionárias que passaram por esse sistema. Após nove anos trabalhando no setor farma­cêutico como propagandista, Sandra se inscreveu num processo seletivo interno para mudar de posição na AstraZeneca. Formada em comunicação social, com pós-graduação em gestão de conhecimento do capital intelectual e MBA em gestão de pessoas, ela se “submeteu” ao sistema de inteligência artificial para conquistar uma vaga de gerente distrital. “No início, foi um pouco desconfortável, apesar de eu entender que preci­sava participar dessa etapa. Mas depois só vi benefícios, pois enten­di as vantagens da seleção”, diz Sandra. Já alçada ao posto de gerente distrital, a profissional foi para a outra frente — ela própria teve de eleger sua equipe usando o recurso tecnológico. “Conheci os dois lados: de quem é selecionado por meio da inteligência artificial e de quem escolhe”, afirma. “É uma novidade e, como tal, requer adaptação.”
Com a evolução da tecnologia e das mudanças no comportamento da sociedade, a prática de recrutamento e seleção também teve de avançar. “Nos últimos anos, a maior mudança foi a divulgação  online das vagas de emprego. Isso permitiu a rápida distribuição de oportunidades para uma audiência em massa”, afirma Jonathan Sampson, diretor-geral da consultoria de recrutamento Hays. Nesse momento, no entanto, não havia envolvimento entre as partes, apenas interfaces web. Mas, à medida que as mídias sociais se tornaram populares, os candidatos puderam fazer seu mar­keting pessoal proativamente e criaram um barulho para atrair os empregadores. Finalmente, surgiram os  sites “agregadores”, que utilizam a tecnologia para consolidar as vagas numa só plataforma. Sampson afirma que os modelos anteriores, sem uso da inteligência artificial, limitavam a seleção. “Há candidatos que procuram ativamente uma nova posição. Isso omite um grande número de profissionais reativos e altamente talentosos que, se abordados por uma fonte confiável, talvez se interessassem pela oportunidade.” De acordo com ele, dessa forma o RH expandiria “significativamente” a base de talentos potenciais.
Ganho de tempo
Além de ampliar o universo de candidatos, outra vantagem do sistema de inteligência artificial é aumentar a produtividade da equipe de recursos humanos no processo de recrutamento e seleção.
Segundo maior empregador do país, com 78 000 funcionários, a empresa de call center Atento, com sede em São Paulo, faz, em média, 4 000 contratações por mês. Para dar conta do volume, só o time de RH tem 900 profissionais. Para a companhia, a adoção da inteligência artificial durante a busca por novos empregados garantiu um ganho de produtividade e de tempo significativos. “Nosso período de admissão caiu de sete dias para 36 horas”, diz Majo Martinez, vice-presidente de recursos humanos da Atento.
Os concorrentes são interceptados pelas redes sociais e por sites de busca de emprego. Um robô (um sistema de computador) os identifica e inicia a conversa, via chat no Facebook ou no Telegram. Primeiro, o postulante à vaga faz um teste online de português e matemática. Caso passe nessa fase, vai para um jogo que simula situações reais. A etapa final é uma entrevista por videoconferência com o supervisor da área. Todo o processo é virtual, até mesmo a admissão: o profissional digitaliza o documento e envia pela internet. “Os trabalhadores que passam por essa seleção vão atuar numa vaga de salário mínimo”, diz Majo. “Fazendo o processo sem sair de casa, eles não gastam nada.” A executiva reconhece que sua equipe teve dificuldades para  pôr em prática a tecnologia. Mas, com o retorno positivo imediato, há planos de expandir o modelo.
Contudo, há quem questione se usar a inteligência artificial no recrutamento pode acabar com a diversidade, levando as organizações a contratar sempre os mesmos perfis. Denys Monteiro, CEO da ZRG Partners Brasil, especializada na busca de executivos, discorda. Segundo ele, num processo de seleção em que concorrem milhares de pessoas, algum filtro sempre é aplicado, e não necessariamente o  mais eficaz. “Sou a favor de tudo que possa melhorar a qualidade da decisão”, diz Monteiro. Para ele, a melhor forma de escolher um trabalhador é ter o maior número possível de dados. “Você contrata um candidato com base apenas nesse tipo de informação? Obviamente, não. As questões pessoais sempre prevalecem.”
Os laços humanos são importantes principalmente no Brasil, um país de cultura relacional. “A inteligência artificial é parte relevante do processo, mas não substitui um especialista humano para gerenciá-lo, interpretá-lo e para construir os relacionamentos em torno dela”, diz Jonathan Sampson, da Hays.
Ferramenta aliada
Na Cremer, fabricante de produtos para cuidados com a saúde, a inteligência artificial é uma aliada no processo anual de trainees, cada vez mais concorrido. Nos últimos quatro anos, o número de candidatos cresceu de 1 000 para 85 000. Com esse aumento, a companhia resolveu mudar o sistema de escolha e lançou mão da tecnologia. Primeiro, o pretendente entra no site e, ao clicar num link, conversa por cerca de 3 minutos com um robô chamado Vicky. A conversa nada mais é do que o preenchimento da ficha de inscrição, que antes demorava 20 minutos. Passada essa fase, o jovem vai para os jogos virtuais, que avaliam desde a capacidade de interagir até a rapidez de tomar decisões. Então, há um novo bate-papo com Vicky, dessa vez em inglês. Todas as fases são eliminatórias e, ao final, em média, 300 candidatos chegam à etapa presencial — a Cremer costuma contratar dez trainees por ano.
Para Rodrigo Ladeira, diretor de recursos humanos da empresa, o sistema constitui um avanço, mas não pode ser usado isoladamente. “Os games são específicos para determinada geração, e nada substitui a entrevista presencial”, diz Ladeira. “Mas a inteligência artificial facilita muito nosso trabalho.”
Mas o Brasil ainda está um passo atrás do mercado americano no que diz respeito ao uso de inteligência artificial. Aqui, por enquanto, esse mecanismo só pode ser utilizado com funcionários de cargos não executivos. “Quanto mais alto o nível hierárquico, mas difícil é criar um algoritmo de confiança”, afirma Marcello Porto, da LG Lugar de Gente, especializada em tecnologia para RH.
Danielle Alfieri, gerente executiva do ManpowerGroup, concorda que a busca de executivos com esse recurso deve ser considerada com cuidado. “A inteligência artificial ainda está muito voltada para diminuir volume”, diz a especialista.
Canal de interação
A seguradora Tokio Marine começou a utilizar um software de inteligência artificial no atendimento aos próprios funcionários. O responsável é um robô chamado Marina, que responde às mais variadas dúvidas, de férias a avaliação de desempenho. O sistema é capaz de aprender, identificar expressões e interpretar contextos. E quem fornece conhecimento para ele é a própria equipe de gestão de pessoas. Marina foi alimentada com todas as possíveis respostas para as possíveis perguntas dos 1 700 empregados da seguradora.
Antes de apresentar a novidade, a Tokio fez uma pesquisa interna para definir como seria Marina. “Ela ficou com a cara do RH: tem um tom bem-humorado e leve nas respostas”, diz Juliana Zan, diretora de recursos humanos. Além disso, os funcionários votaram para que ela fosse descolada, além de praticante de ioga e pilates.
Curiosos, os empregados têm acessado o robô 100 vezes por dia desde que foi ao ar, em outubro. Antes de sua implantação, a equipe de recursos humanos atendia 90 ligações diariamente com dúvidas que hoje são respondidas por Marina. As chamadas caíram para 29. A equipe de gestão de pessoas está satisfeita com a parceira digital. “Agora, usamos o tempo que passávamos ao telefone para desenvolver novos projetos, que tragam benefícios ao capital humano”, diz Juliana.
Fonte https://exame.abril.com.br/negocios/como-a-inteligencia-artificial-ajuda-no-recrutamento-e-na-selecao/

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Por que sua startup vai quebrar? Problemas jurídicos e comportamentais podem fechar uma empresa

Falta de estudo sobre o mercado, afinidade com o segmento de atuação, concorrência, fornecedores e público-alvo é um erro bastante comum entre os empreendedores que não conseguem se manter no mercado.

Dados do SEBRAE apontam que, em média, 75% das startups fecha suas portas com menos de um ano de atuação. Entre as principais causas estão problemas jurídicos e comportamentais, como falta de planejamento, excesso ou falta de zelo dos empreendedores, contratações equivocadas e problemas entre sócios – seja por desacordo entre os papéis ou pela distribuição das cotas relacionados ao negócio, de acordo com o advogado e sócio-fundador do escritório especializado em startups e PMEs - SBAC Advogados –, Pedro Schaffa.
O especialista afirma ainda que a falta de estudo sobre o mercado, afinidade com o segmento de atuação, concorrência, fornecedores e público-alvo é um erro bastante comum entre os empreendedores que não conseguem se manter no mercado. Para fugir deste cenário, que pode prejudicar a imagem da startup perante investidores, uma boa alternativa é apostar em ajuda jurídica especializada. "Uma consultoria especializada conhece os problemas comuns às startups e atuando de forma preventiva, é capaz de elaborar um contrato que proteja a empresa e os sócios de possíveis contratempos", afirma Schaffa.
Sociedade
Entre as startups, uma das principais causas de mortalidade é o conflito entre sócios, seja pelo desacordo entre os papéis ou até mesmo pela distribuição das cotas relacionados ao negócio. Ao abrir uma sociedade, vale levar em conta se os dois sócios estão focados nos mesmos objetivos, com expectativas alinhadas e interesses em comum para evitar dores de cabeça no futuro. O segundo passo é preparar um Acordo entre Sócios logo no início da jornada empreendedora, a fim de evitar qualquer problema na relação dos fundadores da empresa.
Entre as funções do Acordo de Sócios estão as questões de governança, ou seja, explicar qual sócio é responsável por qual área da empresa, como cada um se dedicará a suas funções. Isso irá ajudar também a prever questões relacionadas à venda da empresa - determinando a proteção do minoritário e a proteção do majoritário. Além disso, o documento deve conter cláusulas informando como a empresa se relacionar com parentes dos sócios e ter uma previsão de punição para sócios inadimplentes com suas obrigações sociais.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/por-que-sua-startup-vai-quebrar-problemas-juridicos-e-comportamentais-podem-fechar-uma-empresa/125391/

sábado, 5 de maio de 2018

5 séries que abordam Inteligência Artificial

Black Mirror é uma das séries de destaque quando o assunto é IA

Um dos temas favoritos da ficção científica — a Inteligência Artificial — está cada vez mais presente na vida real, e, naturalmente, tornou-se assunto recorrente na produção contemporânea de entretenimento, provocando fascínio e temor nos espectadores de cinema e televisão.
Pensando nisso, a Gupy, plataforma de recrutamento e seleção que usa Inteligência Artificial em suas análises, listou cinco séries imperdíveis sobre o tema. Confira abaixo:
Black Mirror:
Os episódios que abordam Inteligência Artificial foram aclamados pela crítica. Em "Be Right Back", uma mulher utiliza um programa de IA para conversar com o "fantasma" de seu namorado, morto num acidente de carro. Em "San Junipero", duas mulheres se apaixonam numa realidade alternativa que pode abrigar a consciência das pessoas após a morte. Por fim, em "Hang the DJ", um casal cujo "match" tem prazo de expiração curto - foram unidos por um software - luta para continuar junto.
Trailer: www.youtube.com/watch?v=5ELQ6u_5YYM
Humans:
Baseada em uma série sueca chamada "Real Humans", aborda os impactos do surgimento de robôs antropomórficos denominados "synths", que não possuem consciência humana. Em uma realidade alternativa, os "synths" são comprados para ajudar os humanos em tarefas do cotidiano. Nesse contexto, um pai de família compra uma synth para ajudá-lo em casa sem prever os efeitos causados na sua família pela presença do robô. A série já tem duas temporadas, com uma terceira prevista para este ano. Além de Inteligência Artificial, "Humans" também trata de temas como racismo e ética.
Mr. Robot:
"Mr. Robot" é um thriller que conta a história de Elliot Alderson, um engenheiro e hacker com fobia social. Ele é recrutado por um homem misterioso, conhecido como Mr. Robot, para se juntar a um grupo de hackers com o objetivo de inutilizar os dados de uma empresa chamada E Corp. A série possui três temporadas e foi indicada para o Globo de Ouro deste ano. Os títulos dos episódios são relacionados a formatos de vídeos, tipos de codificação e comandos de computador.
Westworld:
"Westworld" é um thriller de ficção científica que conta a história do parque de diversões do título, que abriga androides e onde os visitantes podem fazer o que quiser, sem consequências criminais. Entretanto, um erro de programação nos robôs faz com que deixem de ser passivos às ações dos visitantes, ao mesmo tempo em que ganham consciência da realidade do parque. A série, produzida pelo HBO, está com uma segunda temporada prevista para estrear neste ano.
Person of Interest:
Já finalizada, Person of Interest conta a história de Harold Finch, um bilionário que desenvolveu um software conhecido como A Máquina, que permite ao governo americano espionar potenciais criminosos, principalmente terroristas. O software, entretanto, não reconhece as pessoas vigiadas, apenas seus números de seguridade social (equivalente ao CPF no Brasil), o que requer que a polícia investigue esses indivíduos para, de fato, capturar criminosos antes que eles ajam. Como o governo americano não tem interesse em prevenir crimes comuns, Finch recruta o ex-agente da CIA John Reese, que, na teoria, morreu em uma missão na China, para combater esses delitos.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/5-series-que-abordam-inteligencia-artificial/123589/

quarta-feira, 2 de maio de 2018

As 10 empresas mais inovadoras da América Latina

Em ranking desenvolvido pela Fast Company, empresas brasileiras ocupam 5 posições

Das 10 empresas citadas no ranking de Empresas Mais Inovadoras da América Latina elaborado pela revista Fast Company, 5 são brasileiras. O ranking homenageia empresas líderes em crescimento e em ascensão que exemplificam o melhor em negócios e inovação. Feito feito anualmente pela publicação, reconhece empresas pioneiras em 36 categorias, desde inteligência artificial a bem-estar, e fornece tanto um panorama como um roteiro para o futuro da inovação nos setores mais dinâmicos da economia.

Na lista, primeiro e segundo lugares são da argentina, com a Semtive, que desenvolve geradores portáteis de energia eólica e a Satellogic, que estuda mudanças climáticas por meio de imagens de satélite. O terceiro lugar, no entanto, é brasileiro, ocupado pela Nubank, escolhida pela revista "por atacar as altas taxas de cartão de crédito do Brasil".

Figuram na lista, também, a 99, em 5º lugar, por seu rápido crescimento na área de serviços de mobilidade urbana; a startup Bovcontrol, em 6º, por seu aplicativo para monitoração de rebanho; a Magazine Luiza, em 7º, por "incubar o futuro do varejo brasileiro"; e, em 8º lugar, a CargoX, por seus serviços de transporte de cargas lotação para empresas.
Confira a lista:
1. Semtive - Argentina,
2. Satellogic - Argentina
3. Nubank - Brasil
4. Apli - México
5. 99 - Brasil
6. Bovcontrol - Brasil
7. Magazine Luiza - Brasil
8. Cargox - Brasil
9. Ruta N - Colombia
10. Wild Gum - Guatemala

Empresas comemoram

O ranking foi comemorado pelas empresas brasileiras."Ficamos felizes por sermos reconhecidos por uma publicação que é referência no mercado de tecnologia. Mostra que uma empresa brasileira pode ser protagonista no universo digital e que a inovação não é monopólio do Vale do Silício", afirma Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza.
Na CargoX, o sentimento é o mesmo: “Estar numa lista de empresas inovadoras reconhecida como a da Fast Company é uma confirmação de que estamos no caminho certo para revolucionar o transporte de cargas no Brasil. Para nós é uma grande alegria sermos reconhecidos pela nossa disrupção e queremos seguir inovando e sendo referência nesse sentido", conta o fundador e CEO da empresa, Federico Vega.
A 99 também expressa felicidade: "Estamos muito felizes de estarmos no 5º lugar das Empresas Mais Inovadoras da América Latina. A 99 cresce a cada dia e queremos mostrar o quanto é importante soluções de mobilidade urbana para construirmos cidades inteligentes. Estamos trabalhando para aperfeiçoar o aplicativo e levar às pessoas os benefícios da inovação na tecnologia”, disse Daniela Bertocchi, Head de Comunicação da empresa.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/as-10-empresas-mais-inovadoras-da-america-latina/123683/

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